Resumo
Este artigo apresenta uma reflexão teórica sobre os desafios da gestão acadêmica no ensino superior, fundamentada nos pressupostos do pensamento complexo de Edgar Morin. Por meio de uma abordagem qualitativa de cunho teórico-reflexivo e revisão bibliográfica crítica, analisa-se a inadequação dos modelos tradicionais de gestão, focados em previsibilidade e controle, frente às exigências da universidade contemporânea. O texto estrutura-se em três eixos: a transição paradigmática para a complexidade na educação superior, conforme discutido por Kuhn (2006) e Morin (2011); a reinvenção da gestão por meio da agilidade e inovação sob a ética do cuidado de Nel Noddings (2012); e os impactos dessas transformações na docência, mediada pela cultura digital e metodologias ativas. O estudo indica que a gestão acadêmica, ao adotar uma abordagem dialógica, fortalece a universidade como espaço socialmente comprometido. Conclui-se que as práticas colaborativas e sensíveis devem materializar-se na escuta ativa da comunidade, na coautoria dos processos pedagógicos e em políticas de formação docente continuada que integrem a subjetividade dos sujeitos à racionalidade técnica, promovendo uma educação mais humana e conectada com as incertezas do presente.
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