Redes de Gestão do Conhecimento na Universidade Pública: Estudo de Caso Institucional do LABINTEC/UFSCar (2019–2025)
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Palavras-chave

Redes de Conocimiento
Gestión del Conocimiento
Educación Inclusiva
Tecnologías Educativas
Estudio de Caso Institucional Knowledge Networks
Knowledge Management
Inclusive Education
Educational Technologies
Institutional Case Study Redes de Conhecimento
Gestão do Conhecimento
Educação Inclusiva
Tecnologias Educacionais
Estudo de Caso Institucional

Como Citar

Vizconde Veraszto, E., & Teles de Carvalho Neto, J. (2025). Redes de Gestão do Conhecimento na Universidade Pública: Estudo de Caso Institucional do LABINTEC/UFSCar (2019–2025). Riaices, 7(2), 67–77. https://doi.org/10.17811/ria.7.2.2025.67-77

Resumo

A complexidade dos desafios sociais contemporâneos exige a transição de modelos de pesquisa isolados para ecossistemas de colaboração em rede. O presente artigo analisa a eficácia do Laboratório de Tecnologias e Inclusão (LABINTEC/UFSCar) como um modelo de gestão do conhecimento aplicado à Educação Inclusiva e ao Ensino de Ciências e Matemática. Metodologicamente, trata-se de um Estudo de Caso Institucional de natureza qualitativa, fundamentado em pesquisa documental referente ao período de 2019 a 2025. A análise investigou a arquitetura colaborativa do laboratório, demonstrando como a articulação entre suas cinco linhas de pesquisa — que integram desde a Epistemologia até o Desenvolvimento de Tecnologias — supera a fragmentação disciplinar. Os resultados evidenciam a robustez do modelo: a produção de 40 artigos qualificados, 7 livros e 106 trabalhos técnicos atesta a validação teórica e prática do grupo. A formação de recursos humanos (15 mestres, 2 doutores) e a internacionalização via acordos de cooperação (Portugal, Angola, Espanha) indicam a sustentabilidade da rede. Conclui-se que o LABINTEC opera como um ator estratégico na arena educacional, materializando a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e oferecendo um protótipo viável de universidade socialmente referenciada.

https://doi.org/10.17811/ria.7.2.2025.67-77
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